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sábado, 14 de junho de 2014

Uma nova parceria chegando!!!

Olá amigos!

Trago hoje para vocês uma novidade, tenho a grande alegria de compartilhar uma nova parceira com o Blog No Matter What, um blog super diversificado, com diferentes assuntos, textos para reflexão, motivadores, resenhas de livros, músicas, dicas de filmes, poesias e contos, galeria de dicas, na página “Fique por Dentro” você até mesmo encontra um artigo sobre Tolkien.
 Tudo escrito com muita dedicação e carinho pela gaúcha Lerissa Kunzler, fã de O Senhor dos Anéis e tem em Tolkien seu autor favorito.
Lerissa é apaixonada pela escrita e desde seus cinco anos sempre amou livros, sendo seu maior e melhor passatempo, seu blog é voltado a este mundo fantástico e literário.
Agora o Literatura Fantastic terá sua ‘Sociedade’, e boas amizades assim como nos livros, também serão formadas a partir de pessoas interessadas e dedicadas ao mesmo ideal!

Confiram o blog... 
http://lerissakunzler.blogspot.com.br/2014/06/nova-parceria-do-nmw-blog-literatura.html

Visitem e descubram um pouco mais desta jovem escritora!
 Agradeço a parceria com Lerissa e aos amigos que sempre nos visitam! 
Agora compartilhando em No Matter What!

sábado, 7 de junho de 2014

Frodo e Bilbo são primos?


Muito tenho notado a confusão e dúvida à respeito do parentesco entre Frodo e Bilbo em pesquisas pela internet e fóruns entre fãs, eu mesma tinha minhas dúvidas, até porque as informações que tentei encontrar sempre se confrontavam dependendo do ponto de vista que alguns discutiam.
Pois bem, fui pesquisar então na fonte das minhas dúvidas, voltei-me as páginas do livro e seus apêndices, para tentar encontrar ali a resposta.
E primeiramente encontrei esses dois trechos a seguir...

“... Continuou se relacionando em termos de cortesia com sua família (com exceção, é claro, dos Sacola-bolseiros), e tinha muitos admiradores devotados entre os hobbits de famílias pobres e sem importância. Mas não tinha amigos íntimos, até que seus primos mais jovens começaram a crescer.
O mais velho deles, e favoritos de Bilbo, era o jovem Frodo Bolseiro...” (Cap. I, pag. 21, O Senhor dos Anéis)

“... disse o Feitor. – Veja você: o Sr. Drogo se casou com a pobre Sra. Prímula Brandebuque. Ela era prima em primeiro grau do nosso Sr. Bilbo por parte de mãe (a mãe dela era a filha mais jovem do Velho Tûk); e o Sr. Drogo era primo dele em segundo grau. Desse modo, o Sr. Frodo é filho dos primos do Sr. Bilbo em primeiro e segundo grau, e seu primo com o intervalo de uma geração, você me entende? ” (Cap. I, pag. 23, O Senhor dos Anéis).

Contudo, é interessante notar que apesar das referências constadas nas primeiras páginas e no apêndice, Bilbo em certos trechos se refere a Frodo como “sobrinho”, como vemos a seguir...
“Pois hoje, é claro, é o aniversário de meu herdeiro e sobrinho Frodo. ” (Cap. I, pag. 30, O Senhor dos Anéis)

E assim como em outras páginas, diferentes exemplos nos deixam claro que Bilbo, apesar de, segundo sua genealogia ser primo em graus diferentes de Frodo, este o considera, após adotá-lo, como um sobrinho, e mesmo Frodo, assim o chama de ‘tio’, como consta em outro trecho, no capítulo intitulado “Muitos encontros”, já em Valfenda, ainda se recuperando de seus ferimentos, Frodo acorda e observa seu rosto no espelho...

“Quando a noite ia chegando, Frodo acordou de novo, ... Encontrou, estendidas à sua espera, roupas limpas de tecido verde, ... Olhando no espelho, assustou-se ao ver uma imagem de si mesmo muito mais magra do que a que recordava: a imagem era notavelmente parecida com aquela do jovem sobrinho de Bilbo, que costumava passear com o tio no Condado ...” (pag. 233, O Senhor dos Anéis)


Deixo minhas considerações em aberto, sem possuir uma definição completa para Bilbo e Frodo, e gostaria de oferecer este espaço para mais deduções acerca desses queridos hobbits! 

Por Luziane da Palma

sábado, 10 de maio de 2014

Estudo sobre Tolkien em revista Educacional


Resumo da matéria “Bem maior que a vida”
(Reportagem da revista Língua Portuguesa, Fev. 2014)




Exemplo de literatura fantástica, Tolkien sempre foi modelo para descrever está classe de linguagem, que mistura o ‘mítico à narrativas medievais’.

O artigo em questão, confere a este tema a sua técnica de linguagem como recurso empregado em suas obras para engrandecer as ações narrativas.
O título da reportagem nos remete ao estilo de linguagem que pretende-se refletir, onde a partir do ‘tom especial’ em que apresenta as situações, emprega-se uma importância ‘maior’ ao que realmente para nós passaria desapercebido.
Um exemplo disso, como a própria imagem escolhida pela revista retrata, a chegada de um estranho em sua casa, mesmo sendo você um anfitrião acolhedor, é para nós algo estranho e inaceitável, mas uma circunstância pequena e sem importância de se imaginar, contudo nas palavras de Tolkien ganha uma abrangência muito maior, algo inevitável, assustador e poético.
“A descrição heroica de personagens da história pede essa linguagem que aumenta, amplia, projeta para dimensões impressionantes os menores fatos”.
Como outro exemplo, o artigo cita um autor bem conhecido por suas obras desse mesmo gênero, Edgar Allan Poe.
Mas apesar de parecer ultrapassado, está linguagem mais ‘extraordinária’ dos fatos e ações comuns, ainda encanta e atrai uma nação de leitores e fãs dessas obras, fato esse que levou até mesmo aos produtores de cinema adaptarem seus filmes utilizando as mesmas falas dos livros, para assim manterem sua essência e autenticidade.


“– Dwalin, às suas ordens! -disse ele, fazendo uma grande reverência.
 – Bilbo Bolseiro, às suas! -disse o hobbit, surpreso demais para perguntar qualquer coisa no momento.”

(O Hobbit, ‘Uma festa Inesperada’, pag.7)

domingo, 23 de março de 2014

Sobre ‘Conto de Fadas’



Pequena, inexperiente e inesperada análise sobre o livro 
Árvore e Folha de J.R.R. Tolkien



Digamos que estas seriam mais algumas ideias da compreensão de uma fã sobre a obra, do que uma ‘análise’ propriamente, não chamaria de resumo igualmente, pois apesar do livro conter somente 106 páginas, sendo que da página 84 em diante temos o conto ‘Folha, de Migalha’ (Leaf by Niggle), o tema geral do livro é genuinamente extenso e profundo, que somente um mestre das palavras como o professor Tolkien para descrevê-lo com tamanha propriedade e com poucas palavras.

“Tolkien discute a natureza do conto de fadas e da fantasia e resgata o gênero que alguns pretenderam relegar à literatura infantil.” (Fonte: Árvore e Folha)

Os dois temas abordados por Tolkien se interligam na narrativa, pelo último ao tratar-se de um conto em especial, e o primeiro um ensaio sobre o mundo fantástico, escrito na mesma época que iniciava sua criação máxima, O Senhor dos Anéis.
No ensaio, ele debate amplamente a significância dos termos ‘conto de fadas’, sua importância ao decorrer das eras literárias, como e para quem foram escritas, o que era considerada uma verdadeira história sobre o “Reino Encantado”, algumas analogias sobre a descrição destes contos, e o desejo de torna-los possíveis, uma fuga da vida real.

“A magia do Reino Encantado não é um fim em si, sua virtude reside nas suas operações, entre elas a satisfação de certos desejos humanos primordiais.” (Tolkien, pg 13)

Após discutir a terminologia em si dos contos, ele vai em busca de suas origens, e ressalta três tópicos para a procura: ‘a história da criação do conto está ligada a invenção independente, a herança e a difusão.’
A fantasia é ato humano, desde que o homem pode imaginar, ter sensações e soube descrevê-las, não somente em seu sentido literal, mas através da linguagem figurada, através da literatura, do “azul profundo do mar” ao “terrível sol vermelho”, pode personificar suas mazelas em seres sobrenaturais.
Mas Tolkien lembra que o valor relegado ao conto de fadas, foi impelido ao seu próximo título, as ‘Crianças”, essencialmente foi está a importância conferida a literatura fantástica, pela sua temática remetida ao mundo estranho, não era assunto para adultos, mas segundo o professor, também não era para o mundo infantil.
Quando criança não tinha ‘desejos em ter sonhos com aventuras, em caça ao tesouro, ou combates com piratas’, seus interesses eram com o real, queria explorar o mundo, conhecer mais sobre história, astronomia, botânica, coisas da curiosidade infantil de sua época, e não sobre poesia, línguas estranhas ou reinos encantados, que foram chamar sua atenção anos depois.

Recuperação, Escape, Consolo
Recuperar nosso olhar poético da vida, ver com ‘cores bonitas’, manter nosso lado infantil pelo gosto de ler bons contos.

“Afirmei que o Escape é uma das principais funções dos contos de fadas, e como não os reprovo é óbvio que não aceito o tom de desdém de piedade com que tão frequentemente se usa...” (Tolkien, pg 58)

O verdadeiro conto de fadas para Tolkien é aquele que possui como marca característica a ‘alegria’, quem deseja criar esse mundo fantástico, essa realidade baseada na vida cotidiana, quer satisfazer seu leitor e a si, ir além do consolo e levar alegria, satisfazer sua tão esperada pergunta “Será real?”