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sábado, 7 de junho de 2014

Frodo e Bilbo são primos?


Muito tenho notado a confusão e dúvida à respeito do parentesco entre Frodo e Bilbo em pesquisas pela internet e fóruns entre fãs, eu mesma tinha minhas dúvidas, até porque as informações que tentei encontrar sempre se confrontavam dependendo do ponto de vista que alguns discutiam.
Pois bem, fui pesquisar então na fonte das minhas dúvidas, voltei-me as páginas do livro e seus apêndices, para tentar encontrar ali a resposta.
E primeiramente encontrei esses dois trechos a seguir...

“... Continuou se relacionando em termos de cortesia com sua família (com exceção, é claro, dos Sacola-bolseiros), e tinha muitos admiradores devotados entre os hobbits de famílias pobres e sem importância. Mas não tinha amigos íntimos, até que seus primos mais jovens começaram a crescer.
O mais velho deles, e favoritos de Bilbo, era o jovem Frodo Bolseiro...” (Cap. I, pag. 21, O Senhor dos Anéis)

“... disse o Feitor. – Veja você: o Sr. Drogo se casou com a pobre Sra. Prímula Brandebuque. Ela era prima em primeiro grau do nosso Sr. Bilbo por parte de mãe (a mãe dela era a filha mais jovem do Velho Tûk); e o Sr. Drogo era primo dele em segundo grau. Desse modo, o Sr. Frodo é filho dos primos do Sr. Bilbo em primeiro e segundo grau, e seu primo com o intervalo de uma geração, você me entende? ” (Cap. I, pag. 23, O Senhor dos Anéis).

Contudo, é interessante notar que apesar das referências constadas nas primeiras páginas e no apêndice, Bilbo em certos trechos se refere a Frodo como “sobrinho”, como vemos a seguir...
“Pois hoje, é claro, é o aniversário de meu herdeiro e sobrinho Frodo. ” (Cap. I, pag. 30, O Senhor dos Anéis)

E assim como em outras páginas, diferentes exemplos nos deixam claro que Bilbo, apesar de, segundo sua genealogia ser primo em graus diferentes de Frodo, este o considera, após adotá-lo, como um sobrinho, e mesmo Frodo, assim o chama de ‘tio’, como consta em outro trecho, no capítulo intitulado “Muitos encontros”, já em Valfenda, ainda se recuperando de seus ferimentos, Frodo acorda e observa seu rosto no espelho...

“Quando a noite ia chegando, Frodo acordou de novo, ... Encontrou, estendidas à sua espera, roupas limpas de tecido verde, ... Olhando no espelho, assustou-se ao ver uma imagem de si mesmo muito mais magra do que a que recordava: a imagem era notavelmente parecida com aquela do jovem sobrinho de Bilbo, que costumava passear com o tio no Condado ...” (pag. 233, O Senhor dos Anéis)


Deixo minhas considerações em aberto, sem possuir uma definição completa para Bilbo e Frodo, e gostaria de oferecer este espaço para mais deduções acerca desses queridos hobbits! 

Por Luziane da Palma

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Pequena análise de alguns personagens...

A Sociedade do Anel revela implícita e explicitamente como é nossa relação em sociedade, diversas interações em grupo que surgem durante o caminho ao qual a comitiva deverá percorrer mostra como nos portamos em grupo, o relacionamento de amizade e respeito estabelecidos por Frodo e Sam, por exemplo, a confiança que ambos depositam na amizade que possuem, por parte de Sam, ao largar sua vida no Condado para seguir e proteger seu amigo, e Frodo, ao tentar relegar a companhia de seu amigo no início da jornada para preservar sua vida, situações que deixam claro o poder que a verdadeira amizade pode levar as pessoas a realizarem as piores tarefas que são destinadas a cumprirem, se ao seu lado tiverem alguém que ás apoie, o fardo com certeza será mais leve.


Outros exemplos de relacionamentos em sociedade são estabelecidos no livro, dentro da comitiva também há ganância, um lado obscuro do ser humano que tenta se beneficiar em todas as situações, sem se preocupar com as consequências que suas ações irão causar ao grupo que pertence, Boromir é um deles, que ao tentar tomar o anel de Frodo acaba sucumbindo e perdendo o controle de si, seu desejo de ter para si algo que não era seu o fez perder a razão e tentar atingir àqueles que deveria proteger.
Mas também há qualidades nobres entre os companheiros de Frodo, a humildade, talvez a mais real de todas as qualidades, é aquela que faz com que a sociedade seja melhor, Aragorn demonstra deste sua primeira aparição que é um homem humilde e sabe se colocar em seu lugar sem jamais querer impor sua vontade através do poder que possui ou do conhecimento que tem, ele apesar de ser o herdeiro de uma raça nobre, descender de uma linhagem de reis e ter em seu destino governar os povos da Terra Média, busca a todo o momento abster-se deste título, mantendo-se no anonimato como um simples guardião, e quando este segredo vem à tona ele busca manter-se fiel a seus princípios e continuar ajudando a todos sem demonstrar nunca superioridade, um gesto que poucas pessoas possuem nos dias atuais, tentar ajudar sem querer ser reconhecido por isso.
Características tipicamente humanas, mas que são apresentadas na obra de Tolkien com grande detalhamento, amizade, ganância, humildade, companheirismo, dentre outras, que revelam as diversidades que a história está baseada, diferenças de personalidades, de princípios morais, dentro de um mesmo grupo, que leva o leitor a pensar quem realmente é o herói e quem deve ser o vilão, que qualidades deixam claro essa distinção a ser adotada, uma análise mais profunda da personalidade de alguns personagens nos revela que julgar sem ter certeza pode estar sendo um grande erro, talvez Boromir realmente estivesse errado, mais quais foram os motivos que o levaram a assumir sua última e fatal decisão de tomar o anel para si, a fraqueza que demonstrou naquela hora não seria um sinal de determinação, de comprometimento com os seus, com seu povo, familiares que deixou para trás, ele talvez tivesse em seu coração o desejo de ajudar, mas o poder que vem do Um Anel perverte toda e qualquer boa intenção, assim como nossas fraquezas reais, o ser humano em seu desejo de fazer o bem, quantas vezes não se perdeu neste caminho rumando para o lado escuro de sua mente.
Durante toda jornada percebemos a coragem de pequenos hobbits, em comparação a todo aquele mundo de seres maléficos, grandes reis, magos sábios, mas que ao final prevaleceu somente o poder da amizade. Foram a determinação de Frodo e Sam que decidiram o destino da Terra Média, a bravura e sinceridade de Merry e Pippin que uniram e deram forças ao que sobrou da comitiva para seguir em frente e acreditar na vitória.