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segunda-feira, 20 de abril de 2015

A Sociedade do Condado

 "Para uma vida longa e feliz..." foi a primeira postagem que falei sobre as amizades dentro da sociedade.
Agora decidi complementar este tema, revendo alguns pensamentos e acrescentando algumas ideias...
Sendo assim...
Sabemos que Tolkien sempre preocupou-se em externar sua mais profunda admiração as amizades verdadeiras, demonstrando isso em suas histórias, não tão estranho pensar que durante sua passagem pela Primeira Guerra Mundial em 1916, viu os verdadeiros horrores da guerra e onde perdeu muitos amigos na terrível batalha de Somme.
J.R.R. Tolkien sempre valorizou muito a amizade, e transcreveu isso em seus personagens, ao compor amigos fiéis como Sam, Merry e Pippin, mesmo Frodo era um companheiro leal a Companhia do Anel, ou ainda, muitos anos antes seu tio Bilbo, foi um amigo inigualável para Thorin e a Companhia dos Anões.

No livro “A Sabedoria do Condado”, de Noble Smith, o autor cita diversos exemplos de camaradagem entre habitantes do Condado e fora dele.
Entre os hobbits a amizade já era um traço antigo em sua cultura, mas vemos demonstrações de lealdade além dos laços de raça, mas com seus companheiros de viagem e aqueles que foram surgindo em seus caminhos, como na passagem em que Éowyn é atacada pelo Rei Bruxo de Angmar e Merry a protege, ou Pippin correndo pelas ruas estreitas de Minas Tirith para salvar Faramir de uma morte cruel, Bilbo jogando-se contra as aranhas gigantes para salvar seus companheiros anões, mesmo todos eles ainda não acreditando em sua capacidade!
Porque para o professor Tolkien talvez isso significasse algo especial, a verdadeira amizade, mesmo sabendo que haveria perigos ele jamais abandonaria seus amigos...

Há pureza de sentimentos nesses personagens, amizades sinceras, que hoje em dia buscamos e são raras de encontrar, pois baseiam-se no perdão e no verdadeiro amor.
Qualidades que Tolkien respeitava em sua vida...

Então nesta hora, deixo um teste para vocês...
...retirado do próprio livro...
...saiba se você é um hobbit...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

A Última Canção de Bilbo


Belíssimo livreto sobre a partida de Bilbo para as Terras Imortais!
“A última canção de Bilbo” traz o relato em poesia de sua partida da Terra Média e ao mesmo tempo as ilustrações nos reportam as suas aventuras do passado.
 Poema escrito por Tolkien e considerado o epílogo para o Senhor dos Anéis, narra seus últimos momentos na longa jornada até ali percorrida com seus amigos e companheiros de viagem, já sentindo o clima saudoso e triste de sua despedida, o poema nos leva a terras distantes, e as gravuras paralelamente nos encantam com a beleza de suas aventuras com seus amigos anões, Gandalf e o ‘inigualável’ Smaug.
A ilustradora Pauline Baynes era a favorita de Tolkien, nascida em 1922, ela ilustrou alguns de seus livros, como ‘As aventuras de Tom Bombadil’.
Uma leitura rápida mas encantadora, podendo até mesmo ser contada para crianças pelo seu grande número de gravuras, mostra-nos uma visão do que Tolkien acreditava e apreciava em seu imaginário pela visão de sua amiga e conhecedora de seus ideais sobre a Terra Média!

Cito aqui o mesmo exemplo que consta no livreto, 
vindo da Publishers Weekly
“Indispensável a todos os fãs da vasta e épica fantasia de Tolkien”.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

60 anos de Tolkien

Este ano está sendo um marco para fãs e admiradores da obra do escritor que mudou a forma de vermos a literatura e a mitologia antiga, 2014 comemoramos os 60 anos da obra “Senhor dos Anéis”, exatamente em 29 de julho de 1954, era lançado no Reino Unido "A Sociedade do Anel".

E como fechamento deste ciclo de boas lembranças, e sabendo da grande importância que suas obras trouxeram para a cultura, teremos a finalização cinematográfica de ‘O Hobbit’, como forma de despedirmo-nos ‘parcialmente’ da Terra-Média, vista das telas dos cinemas, mas tendo certeza de que seu legado escrito sempre será comemorado e relembrado por nós!
Filólogo e linguista, John Ronald Reuel Tolkien escreveu seu primeiro volume do épico “O Senhor dos Anéis”, partindo de uma tímida tiragem de três mil exemplares, a obra viria a se tornar um verdadeiro acontecimento mundial, se estabelecendo como um pilar da literatura fantástica e influenciando diversas gerações.
Vemos isso agora, hoje, está semana, este mês inteiro, nas redes sociais, na televisão, nos eventos mundiais, sua obra está sendo divulgada como se estivéssemos em 1954, ainda como naquela época com o mesmo encanto e entusiasmo os leitores de diversas gerações vão em busca de suas obras, que apesar de não estar mais entre nós, possibilita esta proximidade com nossa geração através de sua escrita.
De professor de literatura medieval inglesa em Oxford e eminente acadêmico, Tolkien passa a ser também um ícone da cultura popular.
E por esses e outros títulos de grande peso, Tolkien é considerado referência para as diversas obras que surgiram após seu tempo, e sempre iremos querer mais de seus escritos, e como fãs estaremos sempre a espera de algo “inusitado”.
O mundo se despede neste dia 11/12/2014 de uma trilogia e de uma geração de filmes que acredito será única e insubstituível, mas apesar do saudosismo, ganharemos em troca o filme em si, bem como disse nosso querido Sir Ian Mckellen 
"...is not the end...is the begin as people see the film..."( Vídeo Publicado em 2 dezembro de 2014, The Hobbit 3: The Battle of the Five Armies press interviews), pois apesar de ser o fim desta trilogia, será o início de muitos debates, análises, resenhas, estudos, e assim daremos continuidade ao mundo criado pelo professor Tolkien.
Sua obra continuará, e não será uma despedida mas talvez um “Lá e de volta outra vez” ...

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Escrito à mão!?

Por Luziane da Palma

 Talvez uma das artes mais admiradas e importantes no meio literário, a escrita à mão era o principal meio de reprodução das melhores obras criadas para a humanidade, algumas delas escritas por nosso querido Tolkien, foram em trincheiras, durante a Primeira Guerra Mundial, onde a maior parte de sua obra foi construída (para mais informações sobre este assunto, há um livro com o nome “Tolkien and the Great War”, do autor John Garth).

Seus escritos até hoje inspiram e incentivam milhares de fãs a seguir o mesmo caminho e iniciar um sonho de tornar suas obras imortais!
Mas será que está habilidade ainda perdurará por mais alguns anos, como compreendi ao ler o artigo (‘Escrever à mão’, por Braulio Tavares), penso que esta via de criação encontrar-se nos dias atuais perdendo espaço para a tecnologia.
O capricho na escrita, as peculiaridades de uma letra desenhada à mão em uma folha de papel, está tornando-se incomum, raro, estranho!
Diferente do que vemos dentro da Terra-Média, onde a escrita dos elfos eram extremamente requintadas e de grande importância para sua cultura, bem como os escritos gravamos em pedra dos anões, que revelava a grandiosidade de seu povo, Tolkien reproduziu em sua obra a importância que a arte da escrita tinha para seu mundo, como um excepcional linguista, ele sabia valorizar está técnica até mesmo em seus personagens!
Nós estamos nos acostumando a teclar com mais frequência do que realizar um rascunho à mão, e muitas vezes usamos caixa alta, nossos jovens e crianças desde cedo só reconhecem as letras a partir do alfabeto proposto pelas páginas de um livro, não mais praticados com a própria caligrafia.
“Vamos abrir mão de escrever à mão para só poder escrever teclando? O que à primeira vista parece uma democratização vai conduzir a uma nova elitização. Porque, no futuro, haverá elites cuja superioridade não será monetária e sim técnica.” (Citação do artigo)
O que Tolkien pensaria se hoje encontrasse todos seus livros disponíveis para ler na internet, se todas as críticas ou analises de sua obra fossem encontradas somente por um programa de busca online? Qual seria sua opinião sobre a quantidade de autores no mercado literário hoje, devido a facilidade de se escrever um livro, o que para sua época demoraria alguns anos para ser escrito à mão, hoje em alguns meses já temos obras completas com diversas sequências e trilogias.
E percebemos bem sua trajetória, a partir dos diversos estudiosos de sua obra, para àqueles que desejam aprofundar-se mais sobre este assunto, ou conhecer o caminho percorrido por Tolkien, indico o artigo da página da Valinor que trata sobre seus Manuscritos e onde encontrá-los, lá poderemos notar no início, as datas que foram escritos e a diferença de tempo, em http://www.valinor.com.br/7458.
Será que a qualidade não está se perdendo um pouco, onde chegaremos, talvez devo também escrever mais e digitar menos? Mas mesmo neste momento realizo meu rascunho em uma folha de caderno velho, com letras apressadas e tentando não percorrer o mesmo caminho da extinção das boas coisas que a vida nos traz.
No mesmo artigo, bem ao final ele alerta-nos sobre outro perigo das coisas fáceis do mundo moderno, e que Tolkien tanto apreciava, andar a pé, plantar com nossas próprias mãos, colher e cozinhar como um bom e simples Hobbit!
Lembremos dos conselhos do professor Tolkien ...

“Se houvesse mais pessoas a valorizar a comida, a alegria e a música mais do que o vil ouro, viveríamos num mundo mais feliz.”