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sábado, 10 de maio de 2014

Estudo sobre Tolkien em revista Educacional


Resumo da matéria “Bem maior que a vida”
(Reportagem da revista Língua Portuguesa, Fev. 2014)




Exemplo de literatura fantástica, Tolkien sempre foi modelo para descrever está classe de linguagem, que mistura o ‘mítico à narrativas medievais’.

O artigo em questão, confere a este tema a sua técnica de linguagem como recurso empregado em suas obras para engrandecer as ações narrativas.
O título da reportagem nos remete ao estilo de linguagem que pretende-se refletir, onde a partir do ‘tom especial’ em que apresenta as situações, emprega-se uma importância ‘maior’ ao que realmente para nós passaria desapercebido.
Um exemplo disso, como a própria imagem escolhida pela revista retrata, a chegada de um estranho em sua casa, mesmo sendo você um anfitrião acolhedor, é para nós algo estranho e inaceitável, mas uma circunstância pequena e sem importância de se imaginar, contudo nas palavras de Tolkien ganha uma abrangência muito maior, algo inevitável, assustador e poético.
“A descrição heroica de personagens da história pede essa linguagem que aumenta, amplia, projeta para dimensões impressionantes os menores fatos”.
Como outro exemplo, o artigo cita um autor bem conhecido por suas obras desse mesmo gênero, Edgar Allan Poe.
Mas apesar de parecer ultrapassado, está linguagem mais ‘extraordinária’ dos fatos e ações comuns, ainda encanta e atrai uma nação de leitores e fãs dessas obras, fato esse que levou até mesmo aos produtores de cinema adaptarem seus filmes utilizando as mesmas falas dos livros, para assim manterem sua essência e autenticidade.


“– Dwalin, às suas ordens! -disse ele, fazendo uma grande reverência.
 – Bilbo Bolseiro, às suas! -disse o hobbit, surpreso demais para perguntar qualquer coisa no momento.”

(O Hobbit, ‘Uma festa Inesperada’, pag.7)

domingo, 23 de março de 2014

Sobre ‘Conto de Fadas’



Pequena, inexperiente e inesperada análise sobre o livro 
Árvore e Folha de J.R.R. Tolkien



Digamos que estas seriam mais algumas ideias da compreensão de uma fã sobre a obra, do que uma ‘análise’ propriamente, não chamaria de resumo igualmente, pois apesar do livro conter somente 106 páginas, sendo que da página 84 em diante temos o conto ‘Folha, de Migalha’ (Leaf by Niggle), o tema geral do livro é genuinamente extenso e profundo, que somente um mestre das palavras como o professor Tolkien para descrevê-lo com tamanha propriedade e com poucas palavras.

“Tolkien discute a natureza do conto de fadas e da fantasia e resgata o gênero que alguns pretenderam relegar à literatura infantil.” (Fonte: Árvore e Folha)

Os dois temas abordados por Tolkien se interligam na narrativa, pelo último ao tratar-se de um conto em especial, e o primeiro um ensaio sobre o mundo fantástico, escrito na mesma época que iniciava sua criação máxima, O Senhor dos Anéis.
No ensaio, ele debate amplamente a significância dos termos ‘conto de fadas’, sua importância ao decorrer das eras literárias, como e para quem foram escritas, o que era considerada uma verdadeira história sobre o “Reino Encantado”, algumas analogias sobre a descrição destes contos, e o desejo de torna-los possíveis, uma fuga da vida real.

“A magia do Reino Encantado não é um fim em si, sua virtude reside nas suas operações, entre elas a satisfação de certos desejos humanos primordiais.” (Tolkien, pg 13)

Após discutir a terminologia em si dos contos, ele vai em busca de suas origens, e ressalta três tópicos para a procura: ‘a história da criação do conto está ligada a invenção independente, a herança e a difusão.’
A fantasia é ato humano, desde que o homem pode imaginar, ter sensações e soube descrevê-las, não somente em seu sentido literal, mas através da linguagem figurada, através da literatura, do “azul profundo do mar” ao “terrível sol vermelho”, pode personificar suas mazelas em seres sobrenaturais.
Mas Tolkien lembra que o valor relegado ao conto de fadas, foi impelido ao seu próximo título, as ‘Crianças”, essencialmente foi está a importância conferida a literatura fantástica, pela sua temática remetida ao mundo estranho, não era assunto para adultos, mas segundo o professor, também não era para o mundo infantil.
Quando criança não tinha ‘desejos em ter sonhos com aventuras, em caça ao tesouro, ou combates com piratas’, seus interesses eram com o real, queria explorar o mundo, conhecer mais sobre história, astronomia, botânica, coisas da curiosidade infantil de sua época, e não sobre poesia, línguas estranhas ou reinos encantados, que foram chamar sua atenção anos depois.

Recuperação, Escape, Consolo
Recuperar nosso olhar poético da vida, ver com ‘cores bonitas’, manter nosso lado infantil pelo gosto de ler bons contos.

“Afirmei que o Escape é uma das principais funções dos contos de fadas, e como não os reprovo é óbvio que não aceito o tom de desdém de piedade com que tão frequentemente se usa...” (Tolkien, pg 58)

O verdadeiro conto de fadas para Tolkien é aquele que possui como marca característica a ‘alegria’, quem deseja criar esse mundo fantástico, essa realidade baseada na vida cotidiana, quer satisfazer seu leitor e a si, ir além do consolo e levar alegria, satisfazer sua tão esperada pergunta “Será real?”

sexta-feira, 7 de março de 2014

Para uma vida longa e feliz...

Por Luziane Palma

A boa leitura define-se por um ou alguns fatores que escolhemos particularmente, conforme nossas necessidades, preferências, emoções, mas um bom livro independe de tudo isso, basta senti-lo, entende-lo.
É fácil reconhecer, ele transmite algo de bom, puro, especial, e depois de termina-lo você sente que algo mudou em seu coração, um sentimento de ter encontrado a chave que une você àquele “mundo extraordinário” criado para entretê-lo.
“Para uma vida longa e feliz”
... este é um dos subtítulos da obra de Noble Smith, A Sabedoria do Condado, sem delongas ou muitas palavras, o livro nos remete a um estilo diferenciado de viver, em específico, ao modo Hobbit de viver!
Modelo este de vida trazido para nós por um hobbit de alma e coração, mestre e professor Tolkien, demonstrado em diversas situações em suas obras, ele nos revelou o segredo da felicidade, de modo simples, através de seres tão especiais, que tiveram um papel essencial e único em seu trabalho.
Que agora chega a seus fãs através de uma bela análise, com palavras hábeis, pelo escritor Noble Smith, suas reflexões à respeito das ações e emoções vividas nas obras de Tolkien e o que podemos tirar de ensinamento sobre elas, “talvez” tornarmo-nos um pouco hobbit na forma de agirmos, pensarmos, sentirmos.
Antes de falar mais sobre a temática do livro em si, deixo aqui uma citação do próprio Aragorn, que está no livro de Smith também:
“Deixe que o condado viva para sempre alegre.”

Defensora continua do tema central da obra de Tolkien, a “amizade”, sempre percebi que este era o assunto mais notável da maioria de seus livros, a lealdade, a preocupação com seus amigos e companheiros, e sendo assim tomei como exemplo essa questão, para refletir um trecho na obra de Smith com o mesmo conteúdo, “A Sociedade do Condado”, onde primeiramente é feita uma descrição das “irmandades” (termo usado pelo autor) existentes no livro Senhor dos Anéis, amigos que foram unidos antes mesmo da própria Sociedade do Anel existir, ressalta companheiros unidos por laços de lealdade, persistência em manter uma amizade, Merry e Pippin demonstram diversas vezes estes sentimentos, tanto dentro do seu núcleo de irmandade como fora, quando unem-se aos Homens de Rohan.
Menciona também Bilbo, no livro O Hobbit, e sua inesgotável fonte de valentia ao se ver sozinho e decidido a salvar seus amigos anões das aranhas gigantes.
Tendo como base esses diversos pequenos exemplos, aqui e ali, do Condado a terras distantes de seus lares, povos e épocas diferentes, Smith nos remete ao tema central desses personagens, os amigos.
Amigos que mesmo longe, mesmo na doença, em suas dificuldades, não nos abandonam! E sabemos o quanto isso é difícil hoje em dia, raro por assim dizer, poucos se arriscam a abrir suas vidas em nome da verdadeira amizade.
Smith cita o quão complexo é manter uma amizade nos dias atuais, está nova Era na qual fazemos tudo pelo computador, e as conversas digitais são mais fáceis e o tempo de cultivar amigos mais difíceis.
Livro simples e fascinante, diversos são os exemplos, sempre com um fundo moral e educativo, verdadeiros encantamentos de uma receita para vida feliz e simples, a sabedoria do Condado como nos disse...

“Que a estrela brilhe na hora que você estiver conhecendo um novo amigo, e continue a iluminar o longo caminho de sua amizade.” (A Sabedoria do Condado, pg 124)

sábado, 4 de dezembro de 2010

Pequenas diferenças entre filme e livro!



Talvez não exista um filme que tão bem soube captar a essência de um livro como a trilogia de O Senhor dos Anéis, mas, contudo, há quem não concorde, ou acredite que é conversa de fã, apesar de existir sim algumas diferenças entre o filme e o livro, o diretor Peter Jackson realmente conseguiu em três filmes apresentar um resumo do mundo criado por Tolkien.
 Depois de analisar outros exemplos de obras literárias e literaturas de ficção transformados em filmes, pode-se perceber a grande precariedade que possuem em tentar transmitir a visão que o autor tinha de sua obra, e talvez a falta de comprometimento com a história, deixando muito a desejar na autenticidade, na descrição dos personagens ou até mesmo na eficiência de seus atores ao interpretar.
Em O Senhor dos Anéis há visivelmente uma preocupação com todos esses detalhes, como a caracterização dos personagens, sua ligação com o ator, a minucia ao escolher o cenário e paisagens onde as cenas são contadas no livro, a visão geral da história, até mesmo a trilha sonora é de extrema importância neste momento, e vemos a seriedade com que foi trabalhada dentro da construção do repertório que o compositor Howard Shore dedicou-se a apresentar na trilogia.
Sendo assim, o primeiro filme A Sociedade do Anel, possui uma riqueza de detalhes, alguns mais próximos ao texto original do livro e outros nem tanto, mas que não diminuem a beleza da obra em si, talvez o leitor como apreciador, que busca no filme um relato completo do livro fique decepcionado quando deparasse com certas diferenças de roteiro e personagens, contudo, ao se propor uma releitura de uma história com tantas aventuras e personagens, o tempo cronológico às vezes é insuficiente para explicar todas as situações que a narrativa pede.

Algumas dessas controvérsias ocorrem quando Galadriel, senhora e elfa rainha de Lothlórien, narra como os Anéis do Poder foram forjados, contudo em sua fala pode-se traduzir como se o próprio Sauron tivesse forjado todos os anéis e depois os distribuiu as raças que os possuíam.
Ainda sobre épocas remotas, o filme lembra como o anel foi tirado de Sauron, e conta que Isildur o levou ao interior da Montanha da Perdição, juntamente com Elrond, para destruí-lo, mas nada disso é narrado no livro, talvez tenha sido somente uma ilustração de como o anel deveria ter seu fim, para Elrond ao narrar à história saber que já havia passado pela mesma situação, dando ênfase a batalha pela destruição de Sauron.
No filme há necessidade de aceleração na cronologia dos fatos, então em alguns momentos o tempo que no livro tem um papel de anos, no filme dá a entender algumas semanas somente, é uma forma talvez de dar mais dinâmica à história, assim como vemos a forma como Merry e Pippin entram na aventura, no filme foi pura coincidência o encontro, mas no livro foi uma decisão consciente, pois eles já sabiam tudo relativo ao anel.
Alguns personagens foram suprimidos, como Tom Bombadil, o qual possui um livro com sua história, narrado em forma de versos, e que também salvou a vida dos hobbits algumas vezes, exemplo disso, das Criaturas Tumulares, outros seres que também foram retirados da história.
     Glorfindel, senhor élfico, que mora em Valfenda e no livro é ele que salva Frodo e seus amigos dos Nazgûl, espectros do Anel, sendo ainda Frodo que atravessa sozinho o Bruinen com os Nove em seu encalço e são Elrond e Gandalf em Valfenda que o ajuda, conjurando o Rio a se erguer em forma de cavalos.
Uma das mudanças de maior impacto para o desenrolar da narrativa, é a forma como Aragorn consegue a espada reforjada pelos elfos, Andúril, no filme é Elrond que leva até Aragorn, mas no livro é ele mesmo que a leva quando sai de Valfenda com a comitiva do anel.


Essas mudanças de personagens e situações, foram necessárias para introduzir o romance entre Aragorn e Arwen, pois ela é parte atuante no filme, ajudando Frodo e a comitiva, influenciando seu pai, mas que no livro não é muito citada e sua importância é muito menor no desenrolar de tudo.
Assim sendo, pode-se dizer que a escrita sempre será mais completa, com seus detalhes e riquezas incomparáveis, mas a imagem concretiza esse mundo de imaginação de uma forma tão autentica que um completa o outro, a beleza visual que a filmagem revela só foi possível pela beleza e perfeição narrativa com que o autor compôs sua obra.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Pequena análise de alguns personagens...

A Sociedade do Anel revela implícita e explicitamente como é nossa relação em sociedade, diversas interações em grupo que surgem durante o caminho ao qual a comitiva deverá percorrer mostra como nos portamos em grupo, o relacionamento de amizade e respeito estabelecidos por Frodo e Sam, por exemplo, a confiança que ambos depositam na amizade que possuem, por parte de Sam, ao largar sua vida no Condado para seguir e proteger seu amigo, e Frodo, ao tentar relegar a companhia de seu amigo no início da jornada para preservar sua vida, situações que deixam claro o poder que a verdadeira amizade pode levar as pessoas a realizarem as piores tarefas que são destinadas a cumprirem, se ao seu lado tiverem alguém que ás apoie, o fardo com certeza será mais leve.


Outros exemplos de relacionamentos em sociedade são estabelecidos no livro, dentro da comitiva também há ganância, um lado obscuro do ser humano que tenta se beneficiar em todas as situações, sem se preocupar com as consequências que suas ações irão causar ao grupo que pertence, Boromir é um deles, que ao tentar tomar o anel de Frodo acaba sucumbindo e perdendo o controle de si, seu desejo de ter para si algo que não era seu o fez perder a razão e tentar atingir àqueles que deveria proteger.
Mas também há qualidades nobres entre os companheiros de Frodo, a humildade, talvez a mais real de todas as qualidades, é aquela que faz com que a sociedade seja melhor, Aragorn demonstra deste sua primeira aparição que é um homem humilde e sabe se colocar em seu lugar sem jamais querer impor sua vontade através do poder que possui ou do conhecimento que tem, ele apesar de ser o herdeiro de uma raça nobre, descender de uma linhagem de reis e ter em seu destino governar os povos da Terra Média, busca a todo o momento abster-se deste título, mantendo-se no anonimato como um simples guardião, e quando este segredo vem à tona ele busca manter-se fiel a seus princípios e continuar ajudando a todos sem demonstrar nunca superioridade, um gesto que poucas pessoas possuem nos dias atuais, tentar ajudar sem querer ser reconhecido por isso.
Características tipicamente humanas, mas que são apresentadas na obra de Tolkien com grande detalhamento, amizade, ganância, humildade, companheirismo, dentre outras, que revelam as diversidades que a história está baseada, diferenças de personalidades, de princípios morais, dentro de um mesmo grupo, que leva o leitor a pensar quem realmente é o herói e quem deve ser o vilão, que qualidades deixam claro essa distinção a ser adotada, uma análise mais profunda da personalidade de alguns personagens nos revela que julgar sem ter certeza pode estar sendo um grande erro, talvez Boromir realmente estivesse errado, mais quais foram os motivos que o levaram a assumir sua última e fatal decisão de tomar o anel para si, a fraqueza que demonstrou naquela hora não seria um sinal de determinação, de comprometimento com os seus, com seu povo, familiares que deixou para trás, ele talvez tivesse em seu coração o desejo de ajudar, mas o poder que vem do Um Anel perverte toda e qualquer boa intenção, assim como nossas fraquezas reais, o ser humano em seu desejo de fazer o bem, quantas vezes não se perdeu neste caminho rumando para o lado escuro de sua mente.
Durante toda jornada percebemos a coragem de pequenos hobbits, em comparação a todo aquele mundo de seres maléficos, grandes reis, magos sábios, mas que ao final prevaleceu somente o poder da amizade. Foram a determinação de Frodo e Sam que decidiram o destino da Terra Média, a bravura e sinceridade de Merry e Pippin que uniram e deram forças ao que sobrou da comitiva para seguir em frente e acreditar na vitória.

Sociedade do Anel


Quando penso em literatura fantástica, a obra que vêm à tona com maior destaque nesta categoria e que está entre uma das aventuras épicas de maior autenticidade, é a história escrita por John Ronald Reuel Tolkien, publicada entre 1954 e 1955, a saga do Anel do Poder, narrada em três volumes que continuaram a curta história de O Hobbit.
A Sociedade do Anel é a primeira parte da trilogia do Senhor dos Anéis, a história tem início em uma pequena vila de hobbits, chamada Condado, é onde encontramos Frodo, o personagem principal de toda a trilogia, o verdadeiro herói e também o portador do Um Anel, uma herança deixada pelo seu tio Bilbo Bolseiro, um hobbit aventureiro que em uma de suas viagens nas cavernas habitadas por um ser chamado Gollum tomou o Um Anel e o guardou em seu poder por vários anos, prolongando sua vida, o Um Anel era um objeto de grande poder, que reservava um mal antigo que corrompia aquele que desejasse ser o seu portador, pois ele tinha um único mestre, Sauron, o Senhor do Escuro.
 Diversos mapas foram desenhados para descrever em detalhes a diversidade de geografia que Tolkien criou, a Terra Média, é onde habitam seus personagens, alguns deles muito bem classificados e descritos, uma montagem perfeita de características psicológicas e míticas de seres mágicos, alguns como elfos, anões, magos, trolls,orcs e hobbits (seres de aproximadamente 80 cm, com pés peludos e cabelos cacheados)que possuem um gosto muito visível por festas e comemorações, uma delas é muito bem descrita já no início do livro, o aniversário de 111 anos de Bilbo, onde ele entrega contra sua vontade e com o apoio de seu amigo de longos anos Gandalf o Um Anel a seu sobrinho Frodo Bolseiro, decidindo assim partir da vila dos hobbits em novas aventuras por terras conhecidas por ele, seu sobrinho Frodo mau sabe o que aconteceu com seu tio para abandonar todos seus bens e partir sem se despedir dele, agora o Um Anel era responsabilidade de Frodo.
Gandalf, o mago, sábio conhecedor das antigas lendas sobre o Um Anel busca ajuda e aconselhamento para decidir o que deveria ser feito com o objeto, enquanto isso Frodo deveria partir da vila dos hobbits em concordância que ali o anel estaria vulnerável, assim inicia sua jornada e de seu fiel e bravo amigo Samwise Gamgi, contando ainda com o acréscimo de mais dois hobbits, parentes seus, Meriadoc Brandebuque e Peregrin Tûk, que partem em busca de um lugar seguro para aguardarem a decisão certa a ser tomada por Gandalf.
Várias aventuras os aguardam durante esta jornada, em seus caminhos diversos perigos, mas encontram amigos também, o primeiro e mais leal é Aragorn, (mais conhecido como Passolargo), um guardião e também amigo de Gandalf que em diversas situações salva a pequena comitiva de inimigos muito além de suas forças, com grandes dificuldades os pequenos hobbits e seu novo companheiro Aragorn chegam a Valfenda, uma das últimas moradas dos elfos na Terra Média, e lar de Elrond.
Neste último reduto de segurança é formado o conselho, homens, elfos, anões são chamados para compartilhar do futuro que o anel deverá ter, muitas sugestões são feitas, uma delas é feita por Boromir da raça dos homens, que demonstra desejo em possuir o Um Anel para usá-lo contra Sauron, outros prefeririam guardá-lo em algum lugar seguro, mas mestre Elrond e Gandalf revelam que o poder do anel irá obedecer somente a seu dono, Sauron, o portador que estiver com o Um Anel cairá sob o domínio dele e sucumbirá ao seu comando, deixando para Sauron o governo de toda Terra Média, a sua mercê, escravizando homens, e todas as raças existentes.
A única decisão correta era a total destruição do anel, nas chamas onde foi forjado no coração da Montanha da Perdição, ele deveria ser levado, mas quem teria esse árduo ofício de leva-lo por terras estranhas e tomadas de inimigos, sendo o único objeto de desejo do Senhor do Escuro? É neste momento que um pequeno hobbit levanta-se perante grandes homens e poderosos reis para estabelecer seu destino dentro da jornada que ele mesmo havia iniciado, Frodo toma para si a responsabilidade de levar o objeto até seu destino final e destruí-lo.
Inspirados pela coragem e bravura de um pequeno do Condado a Sociedade do Anel é formada, Aragorn e Boromir da raça dos homens, Legolas Verdefolha o elfo do Reino da Floresta, da raça dos anões Gimli, Gandalf o mago cinzento, e finalmente seus fiéis e inseparáveis amigos hobbits, Sam, Merry e Pippin, nove companheiros ligados por laços de esperança e lealdade onde o principal objetivo era alcançarem o fim da jornada sem serem corrompidos.
Mas o perigo os aguardava, tanto fora da sociedade como dentro, o poder do anel era maior que alguns imaginavam, e deixaram-se tomar pelo desejo de possuí-lo, a influência que o Um Anel gerou dentro do coração de alguns companheiros fez com que a sociedade desestruturar-se, o combate dos inimigos externos que surgiram durante o caminho a Montanha da Perdição foram vários, mas a perda de amigos durante esse percurso foi maior, mudou o curso da história do portador do anel.
As perdas começam em Minas de Moria, onde a comitiva se defronta com um antigo demônio do mundo subterrâneo que guarda o lugar, chamado Balrog, envolto em chamas e sombras a besta revela-se mais forte que todos os companheiros, até mesmo de Galdalf o mago, fazendo-o tombar ali mesmo, Frodo vê seu mestre e amigo cair nas profundezas do abismo de Moria, e todos ficam abalados com a perda inesperada do guia da comitiva.
Frustrados e confusos com tal perda, Aragorn os guia até o último refugio de seus amigos elfos, para pedir abrigo e proteção nesta hora de grande tristeza, a comitiva então segue para os domínios de Lady Galadriel, senhora e rainha de Lothlórien, guardiã do anel de Nenya, e juntamente com seu esposo Celeborn governa o Reino de Lórien, lá eles encontram conforto e ajuda para prosseguir com sua jornada.
Mas o caminho ainda era repleto de perigos e a comitiva ainda teria que passar pela maior provação, sua separação, após Frodo comprovar que o Um Anel era mais poderoso e perigoso do que imaginava, decide abandonar seus companheiros e partir sozinho para seu destino, sem, contudo, antes admitir seu fiel amigo Sam em sua companhia nesta jornada que os levaria longe de todos aqueles que amavam, partiam em direção a Montanha da Perdição, no coração de Mordor, sobre o Olho fulminante do senhor da escuridão Sauron e seu exército de orcs.